Hoje, se meu pai estivesse vivo, estaria completando 80 anos, 12 de março. Um pisciano autêntico, segundo minha mãe...
Quanta saudade, que falta que faz o seu Aroldo...Mas enquanto vivo deixou seus ensinamentos. Criou e educou para o mundo três filhas e dois filhos. A mais velha a Ana, depois o Edson, Eu sou a do meio, depois o Haroldo e a caçula a Tatá. Sempre nos ensiou a dizer a verdade, sermos honestos, fiéis e leais nas nossas relações e amizades. E isto é sem dúvida o seu maior legado. Ele foi um pai muito enérgico, bastava um olhar e já sabíamos que precisávamos sumir dali, de onde sequer deveríamos ter enfiado o "bedelho".
Hoje eu olho para o Camilo e ele pergunta "tá passando mal mãe?", sem chance, aquele olhar do meu pai não se compara...
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| Aroldo Alves da Cruz, o seu Aroldo, meu pai. |
Bem, mas mesmo de uma forma dura, rígida... ele também sempre foi carinhoso, atencioso, pesente assim como minha mãe a Dona Diva. Uma vez me disse algo que jamais esqueci: "Minha filha, neste mundo nós temos que experimentar de tudo". E ele disse isto em meio a um contexto que me encontrava recentemente separada do meu primeiro marido e ainda com muitas dúvidas do que fazer e se deveria assumir uma nova relação. Ao mesmo tempo ele afirmava que não havia felecidade completa e sim momentos de felicidade e que eu aproveitasse...tipo, sem medo de ser feliz mesmo. E eu aproveitei muito, seguindo os seus conselhos. Ele disse também que existiam várias mulheres que ele admirava, que eram chefes de família, que batalhavam, que não eram dependentes, que mesmo com dificuldades superarm tudo e deram a volta por cima e citou algumas pessoas, as quais eu as conhecia e concordava com ele. Uma delas era eu. Eu era uma mulher que me meu pai admirava. Eu jamais esqueci desta nossa conversa.
Obrigada seu Aroldo pela vida que me deu...
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